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Nome
ANTÍGENO CARCINOEMBRIONÁRIO (CEA)
Palavra-chave
Antígeno carcinoembrionário
Marcadores tumorais
ACE
AEC
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Trata-se de uma glicoproteína que não é órgão específica. Um dos marcadores tumorais mais utilizados mundialmente. Níveis elevados são encontrados em vários tumores, mas sua maior aplicação é na monitorização do câncer colorretal. Outras neoplasias podem cursar com níveis elevados: mama, pulmão, ovário, estômago, pâncreas, útero, tireoide e tumores de cabeça e pescoço. Níveis elevados também podem ocorrer em fumantes e em portadores de doenças benignas como inflamações, infecções, úlceras pépticas, pancreatite, doença inflamatória intestinal, cirrose hepática, enfisema pulmonar, polipose retal e doenças mamárias benignas. Como pode estar elevado em pacientes saudáveis, o CEA não deve ser utilizado como ferramenta para triagem de câncer em pacientes normais. A baixa sensibilidade do teste combinada a baixa prevalência do câncer de cólon na população geral assintomática descredenciam o exame com esta finalidade. Nas doenças benignas, raramente encontramos valores séricos superiores a 10mg/L. Portanto, pacientes com sintomas de doença intestinal e elevações do CEA cinco vezes acima do valor de referência devem ser cuidadosamente avaliados pela forte possibilidade da presença de doença cancerosa. A sensibilidade em pacientes sintomáticos eleva-se devido à probabilidade maior da doença já se encontrar em estágio avançado. Em pacientes com diagnóstico de câncer de cólon, a vigília rigorosa com este marcador no pós-operatório apresenta aumento real da sobrevida. Recomenda-se a mensuração a cada 3 meses por, no mínimo, 3 anos. É considerado um aumento significativo a elevação de 30% sobre o valor prévio, devendo-se fazer um exame confirmatório após 1 mês. O mesmo procedimento deve ser realizado na monitorização da efetividade do tratamento nos pacientes com doença avançada. Concentrações baixas não excluem, definitivamente, a progressão da doença. Pacientes com sintomas clínicos de recorrência devem ser submetidos a exames de imagem e colonoscopia, independentemente da concentração sérica do CEA.
Cirurgia, quimioterapia e radioterapia podem causar aumentos transitórios do CEA. Valores obtidos de ensaios diferentes não são comparáveis devido a variações metodológicas e da especificidade dos reagentes. Portanto, a fidelidade ao ensaio é imprescindível. Se, no decorrer do companhamento de um paciente, o ensaio usado pelo laboratório for modificado, será necessário realinhamento com testes sequenciais. Todo laboratório clínico tem que descrever em seu laudo o ensaio utilizado.